Psicanálise e escrita japonesa: os japoneses precisam de análise ou a psicanálise precisou dos japoneses?

Elaine Taminato Hara

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Este livro tem como ponto de partida a afirmação feita por Jacques Lacan de que “ninguém que habite essa língua [a japonesa] precisa ser psicanalisado”, e propõe uma inversão dessa sentença: em vez de verificar a necessidade (ou não) de os japoneses serem psicanalisados, buscamos investigar o que teria levado Lacan a utilizar o tema dos japoneses no contexto teórico e clínico da psicanálise, ou seja, por que a psicanálise teria “precisado” dos japoneses? Defendemos um olhar que não aponte para uma consistência imaginária acerca dos japoneses, mas para um possível abalo que o diferente, especialmente pela sua escrita, poderia causar no próprio campo psicanalítico. Após um mergulho em algumas especificidades da escrita japonesa, retornamos aos ecos produzidos no campo psicanalítico, com o objetivo de compreender de que forma a escrita japonesa poderia se relacionar com as discussões e inovações apresentadas por Jacques Lacan. A partir disso, exploramos alguns recursos expressivos presentes no discurso comum dos japoneses, articulando-os a dois recortes clínicos. Dessa maneira, sustentamos que as especificidades encontradas na escrita japonesa, apesar de não estarem presentes cotidianamente nas culturas ocidentais, permitem vislumbrar algo da dimensão teórica e clínica da psicanálise.

 

Dados técnicos

 

Autor: Elaine Taminato Hara

Encadernação: Brochura

Formato: 16 x 23 x 0,8 cm

Número de páginas: 136

Idioma: português

Edição: 1ª Edição

ISBN: 9786587804378

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